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crisstipp
Aug 29, 2024

Honrar a nossa história é respeitar e valorizar quem já vivia aqui nessas terras que hoje chamamos de Brasil. Quando falamos de saúde, não avaliamos apenas a ausência de doença. Ter saúde é ter acesso a direitos sociais básicos, como educação, moradia e alimentação. Mas, infelizmente, os povos originários do nosso país enfrentam diversas dificuldades. Para serem reconhecidos como parte da nossa sociedade e da nossa humanidade. E para melhorar esse cenário, o Instituto de Saúde Sustentável, ISAS, no qual eu sou voluntária como cirurgiã dentista, já atuou em mais de 32 comunidades indígenas e ribeirinhas, atuando em territórios como Xingu, Chavantes e Vale do Javari, na Amazônia. Foram mais de 1.600 atendimentos médicos e odontológicos. As ações têm como objetivo proporcionar a essas comunidades remotas um acesso digno à saúde. Desnutrição, doenças crônicas, problemas bucais são consequências da ação do homem a essas comunidades. Além de tratar a doença, nós procuramos levar informação para educar e prevenir. E dessa forma, conseguimos quebrar diversas barreiras. E se me perguntarem se vale a pena servir como voluntária, é claro que a resposta sempre será sim. A maior recompensa são os sorrisos transformados, os abraços apertados de agradecimento e saber que vidas foram impactadas, que fizemos a diferença e toda a bagagem que levamos sempre parece pouco para tudo aquilo que recebemos. Por isso é importante ressaltarmos que a união se faz necessária frente à nossa história. Precisamos de uma atuação estatal mais forte no que tange a proteção a essas populações. Mas também devemos nos unir como sociedade, com o objetivo de apoiarmos ações para mudar essa dura realidade. Por isso eu lhes digo, os povos originares são os verdadeiros guardiões das terras e das tradições ancestrais, que são fundamentais para a nossa perpetuação e identidade como nação.